SIC-Luanda descobre mais um cadáver no colégio onde foi violada, assassinada e enterrada Elisa Taty Sebastião
O cidadão Paciência Figueiredo Paixão, de 33 anos de idade, professor de profissão, ‘religioso’ e referencia na zona onde vivia com a família, ficou publicamente conhecido no dia 14 de Fevereiro do ano em curso, depois de ser apresentado pela Investigação Criminal de Luanda, como o principal autor da morte de Elisa Taty Sebastião Buana, de 19 anos de idade, desaparecida desde o dia 17 de Novembro de 2021.
O caso de Elisa foi desvendado depois de um aturado e intenso trabalho de inteligência criminal, quase três meses depois da morte da jovem.
O modus operandi do assassino e predador sexual consubstanciava-se em pedir amizade às vítimas na rede social Facebook, e depois atrair a mesma para um local de pouca movimentação, no caso o colégio CG NJONZI YETU, sua propriedade, localizado no município de Viana, Bairro do Tande II.
A investigação trabalhou com detalhes da investigação e com o acusado, e descobriu que, afinal, no mesmo espaço estava, também, enterrada a jovem Alice Somateca Evambi, de 23 anos de idade, estudante Universitária, frequentando o 3º ano do curso de medicina.
Reza a história que a jovem saiu de casa por volta das 12horas do dia 5 de Agosto de 2021, para nunca mais voltar.
Rebeca Semateca, de 16 anos de idade, irmã da malograda, em lágrimas, explicou que foi a última pessoa a falar com a Alice… “estávamos as duas em casa, ela avisou que ia sair para se encontrar com alguém e nunca mais voltou”, chorou.
O predador, segundo dados, começou por interagir com a vítima, através da rede Facebook, usando um outro rosto, Paciência, sempre paciente, mostrava ser um homem dedicado e apaixonado, e convencia às vítimas a ir ao seu encontro. O que as jovens não sabiam, é que o encontro físico com o assassino seria fatal.
Cecília Cachambi, mãe da Alice, recebeu a nossa equipa de reportagem em choros, consternada com a perda da filha, disse que ainda tinha esperança que a jovem estivesse viva.
“É uma filha a quem se apostou tudo e mais alguma coisa…afinal é para não dar certo?”, questionou.
“Me ajudem por favor, tenho noção que já não terei a minha filha de volta, peço apenas que digam a verdade, quero justiça, a minha filha era uma bênção, uma filha amiga, tinha a formação como alvo, de repente tudo transformou-se em vazio…”, lamentou.
Segundo o SIC, a jovem depois de cair nas garras do marginal, terá sido primeiro agredida, depois ‘fitacolada’ os membros superiores e inferiores, não antes de ser tapada a boca. A seguir, o criminoso terá violado a jovem, e terá aplicado uma asfixia mecânica para impedir que a mesma o denunciasse.
Este jornal sabe que peritos do SIC já fizeram a recolha das ossadas da jovem, e será sepultada terça-feira, 22.
O SIC Luanda, alerta aos cidadãos, principalmente aos encarregados de educação, a constante conversa com os filhos, para alertar sobre as vantagens e perigos que as redes sociais acarretam, com vista a evitar mais tragédias.